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domingo, 8 de setembro de 2013

Pra você.


Sabe o que mudou? Saber que você de algum jeito se importa. Saber que as minhas intermináveis palavras não foram em vão. Saber que eu posso escrever o que for que um dia eu vou descobrir que você leu. Mesmo que seja assim, no meio de uma discursão. Não esperava isso de você, nunca esperei. Pra mim você sempre foi aquele cara frio e sem coração, aquele que acha que é estúpido pensar que os romances e que a vida idealizada dos filmes pode acontecer. Assim que eu te via. Alguém que só sabe agir racionalmente. Alguém que vive pro trabalho e que só faz as coisas que todas as probabilidades derem o resultado que você quis. Matemático, eu sei, devia ter imaginado que seria assim.

Acontece que eu mudei. Ou melhor, eu mudei antes de te conhecer, mudei quando te conheci, e mudei mais uma vez agora longe de você. Como já te disse milhões de vezes, eu sou aquela bobinha apaixonada que chora vendo filmes românticos, que chora lendo livros, que chora ouvindo uma historia. Sou aquela que chora pra tudo. Até mesmo quando alguém diz ‘desde que eu te conheço, eu leio tudo o que você já escreveu’. Eu sou assim. Eu gosto de ser assim. Eu acredito em príncipes e em finais felizes. Eu sonho casar de branco. Eu sonho em ter a minha casa. Da mesma forma como eu sonho em ser uma profissional de sucesso.

Eu sou assim. De um jeito ou de outro tudo volta pro mesmo ponto. Talvez eu tenha escolhido a publicidade por causa da magia que existe na sensação de vender seja o que for pra alguém. Alguém que você não conhece, nunca viu, e muitas vezes, alguém que nunca experimentou aquilo. Talvez seja isso que tenha mudado em mim. Eu sinto falta dessas sensações de magia que existem nos romances. Sabe porque eu acredito ainda que existem príncipes? Não aqueles dos contos da Disney, os príncipes atualizados mesmo. Porque o amor faz isso com as pessoas. Eu já vi mudanças imensas em alguns em função do amor.

Não me entenda mal. Eu não quero te mudar. É só que quando eu soube que você ainda se importa, do seu jeito, alguma coisa mudou aqui dentro.  Voltei a sentir tua falta de um jeito que não tava mais conseguindo sentir. Acredito que o tempo faz bem em todos os sentidos. E, ficar longe de quem a gente gostou muito é bom pra sabermos, de fato, o que ainda sentimos. Mas sabe, eu ainda não sei. Por um lado eu quero tentar de novo, só que agora mais do que nunca, eu tenho medo. Tenho medo de me magoar e de ferir meu coração mais uma vez. Tenho medo de depois não conseguir mais seguir em frente e desistir de verdade. De tudo.

Saber de todas as coisas que eu to sabendo esses tempos mudou muitas coisas em mim. Agora, eu não sei exatamente o que foi. 

Desculpa.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Um bilhete perdido (talvez).

Provavelmente você não irá ler isso. São só bobagens de uma garota apaixonada que não sabe pensar em outra coisa, esse horário da noite, a não ser você.Que não consegue dormir , nem ver televisão, nem mesmo ler um livro, porque independente do que eu esteja ou for fazer minha cabeça só pensa em você. Em como é maravilhoso o seu sorriso, a sua voz, o seu beijo, o seu cheiro, o seu abraço. Tudo em você. Quando eu paro e penso em tudo o que aconteceu, parece que não é real, que não foi definitivo. Parece que é só um momento de desentendimento, e que os dois pararam de se compreender e que a sua paciência acabou. Parece que foi só isso. E, pra falar a verdade, eu espero mesmo que tenha sido só isso. Torço pra ser só isso todos os dias. Aprendi a viver contigo de uma forma muito intensa, dia e noite, noite e dia, sete dias por semana, trinta dias por mês, durante sete meses. É dificil saber que os meus fins de semana não são mais os mesmos, é complicado demais quando eu lembro disso. Confesso que fico triste, as vezes me da até vontade de chorar, mas eu tento colocar outras coisas em cima, e assim vou deixando tudo ficar pra trás. Lembro que só chorei naquele dia, e nas semanas seguintes eu arrumava coisas pra fazer pra não ter tempo de pensar em você. Claro que foi impossivel isso, mas eu consegui não me desesperar e assim ir correndo atrás de você. Confesso que chorei por duas ou três noites antes de dormir, sentia a sua falta, sentia falta de ouvir a sua voz. Não gosto de ficar lembrando dessas coisas porque a unica coisa que me vem na cabeça é a lembrança de você indo embora daqui naquele dia pedindo pra eu me cuidar. Pra falar a verdade, eu não faço ideia de como consegui ver você ir embora naquele dia sem fazer escandalo nenhum. E só dizer que tudo bem. Não sei como consegui sorrir na outra semana com as pessoas que sempre rodeavam a gente, não sei como consegui frequentar o mesmo lugar que nós vamos todos os dias. Seria bem mais facil eu ter desistido de tudo, assim não veria mais você, não dançaria mais com você, não sentiria mais o seu cheiro. Parte de mim preferia que eu tivesse tomado essa escolha, mas a outra iria enlouquecer sem ter noticias suas. Não faço ideia de como seria agora, e pra falar a verdade, não quero pensar nisso não. Eu amo você, não iria conseguir ficar longe tanto tempo assim. Parei pra pensar agora em como nos conhecemos, e como tudo aconteceu até eu me apaixonar por você. Não foi uma coisa muito dificil né, pelo menos não com você sendo desse jeito carinhoso e compreensivo e engraçado e cheiroso... É, foi o seu perfume sim que fez eu me apaixonar e não querer sentir outro cheiro no pescoço de mais ninguém. Acho que eu nunca tinha conhecido alguém que me deixasse tão sem jeito assim, e sem saber o que falar, e sem saber o que fazer. Era assim que você me deixava, e pra falar a verdade, até hoje isso acontece um pouco. Acho que me sinto um pouco intimidade contigo, provavelmente essa é a melhor explicação. Enfim, eu adorei me sentir assim. Era diferente de tudo o que as outras pessoas já tinham feito eu sentir. Normalmente eu sempre fui muito segura em mim mesma, opinião formada e que dificilmente mudava, apesar de timida nunca fiquei tão quieta na presença de ninguém, sempre falava alguma coisa independente do assunto. Mas contigo foi diferente. Eu lembro de ficar quieta só ouvindo você falar. Eu sempre gostei de ficar te ouvindo, ouvindo suas histórias. Me divertia com algumas e ficava meio encucada com outras, confesso. As vezes ficava perdida nos meus pensamentos, e não sabia direito o que falar de mim. Sempre fui muito complicada, nunca fui acostumada a falar dos meus sentimentos assim como você me falou naquele dia. Normalmente eu tenho facilidade pra escrever sobre eles, o que não era o caso. Mas você não desistiu, ficou insistindo até que conseguiu tirar poucas coisas de mim. Conseguiu me fazer falar de um assunto que eu tinha medo de fazer voltar a tona. Me fizeste contar mais ou menos o que aconteceu, e assim, de um jeito muito rapido, foste ganhando a minha confiança e também o meu coração. Eu lembro que a gente ficava horas e horas conversando aqui na frente, você me contando da sua vida, dos seus desejos, dos seus gostos, do seu jeito, da sua paciência, dos seus relacionamentos, de tudo. E eu só ficava caladinha, te ouvindo. De vez em quando eu falava alguma coisa, mas logo me contia e parava pela metade. Eu sei que isso te irritava, pelo menos um pouquinho. E em partes me irritava também. Eu tinha medo. Um medo de gostar de alguém de novo, só que eu não imaginava que isso já tava acontecendo. É como se você tivesse segurado na minha mão, e me levado pra um lugar onde ninguém mais podia ir, que era só nosso. Eu lembro que você disse que eu tinha que esquecer o passado, e tentar ser feliz de novo, porque todo mundo já tnha sofrido de algum jeito um dia, e mesmo assim todos tentam ser feliz mais uma vez. De algum jeito aquelas tuas palavras me deram força pra aceitar que eu gostava de ti. De um jeito diferente. Fiquei com um pé atrás quando vi que tudo tava acontecendo rapido demais. Em um dia a gente se conhece, no outro nós ficamos juntos e depois estávamos namorando... Eu parecia ser outra pessoa, a Amanda de antes parecia estar de fora só observando. Eu fiquei feliz de novo, eu sorri sem ter medo de novo, eu voltei a gostar de ouvir os pássaros daqui da frente cantando, eu quis sair de casa e me divertir outra vez (com você do meu lado). E agradeço muito a você por tudo isso. Eu parei de ter medo de uma felicidade que estava me esperando. Parece que eu vivo sob a pressão dos meus medos. Um dia é o medo de te perder, no outro é o medo de não conseguir deixar de gostar de ti, e agora eu to com medo de conseguir ser feliz outra vez sem ter você comigo. Essa é uma escolha que eu to fazendo. Eu adoro rir das tuas piadas sem graça, das tuas palhaçadas, das coisas que você fala quando não tem nada de mais importante pra fazer. Eu adoro quando você passa os dedos no meu cabelo, e até mesmo quando você passa a mão neles e puxa só pra me irritar. Eu adoro quando você fica me olhando quando ta irritado querendo me dar uma bronca, e adoro mais ainda quando você ta deitado e fica me olhando do nada. Eu adoro quando você me faz carinho quando eu não te peço, coisa que é dificil de acontecer porque eu fico te enchendo, eu sei. Eu adoro quando você coxixa no meu ouvido e depois beija o meu pescoço, e me deixa toda arrepiada. Eu adoro quando você só me abraça, sem precisar de motivo nenhum pra fazer isso. Eu adoro te olhar dançando, ficaria parada só te olhando por uma vida inteira se fosse possivel. Eu acho lindo como você fica irritado quando alguém não faz o que você queria. Ah, você fica lindo também quando ta com fome. Eu sempre reclamei, mas eu adorava ouvir você falar “Amooor, to com fome”. Eu adoro tudo em você, e acho que você já deve ter reparado nisso. Adoro o seu jeito cuidadoso demais de ser. Eu sempre adorei o jeito que você cuidava de mim, e que ainda cuida até hoje. Eu amo saber que você me conhece pelo meu jeito, pela minha voz. Eu sei que contigo eu fico segura. Eu me sinto segura contigo. Eu me sinto segura nos teus braços. Independente do lugar, se for contigo eu vou pra onde for. É provavel eu passar o resto da noite aqui falando de tudo o que eu gosto em ti, mas é melhor eu parar. Eu já pareci boba demais pra algumas horas. Como eu disse ai no inicio, é provavel que você nem leia isso, mas eu precisava te falar de algum jeito. Eu amo você, obrigada por me fazer te amar. Obrigada por me fazer querer amar de novo. Obrigada por me fazer feliz, ontem, hoje e sempre. Você é chato demais, e irritante, e delicado algumas vezes, mas mesmo assim eu quero ficar contigo. Sei que vou conseguir te aturar.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Amor, carinho e mudanças





Meu Amor,






Sei que esses dias tudo o que tenho feito tem te magoado. Atitudes e decisões tomadas, palavras e frases mal ditas. Não sou perfeita, e nem você quer que eu seja assim. Tenho muitos defeitos mas são eles que fazem de mim ser do jeito que eu sou. Eles fizeram você gostar de mim, apesar de tudo. Tenho errado no mesmo ponto. Tento mudar, mas é dificil demais viver uma vida inteira assim e de uma hora pra outra mudar. Mas eu tento, pelo menos, tento viver feliz contigo. E na maioria das vezes a gente consegue. Quero poder ignorar tudo o que me irrita em você e nos outros que ficam perto de ti. Mas, ultimamente, eu não to conseguindo fazer isso. Desculpa.
Lembro que a cada dia que passava eu queria ficar mais contigo, você não ia ser alguém passageiro, você ia ficar e ia marcar muito a minha vida. Não importava a maneira que isso ia acontecer. Por um lado eu tive medo de sofrer de novo tudo o que já tinha sofrido, por outro eu queria me jogar de cabeça mais e mais. Sozinha no meu canto eu tentava entender o porque de você ter entrado assim na minha vida. Não queria ficar contigo pra esquecer alguém, não queria ficar contigo só pra afogar as minhas mágoas, não queria ficar contigo e passar por cima de uma história inacabada. Eu queria viver algo novo contigo. Queria gostar de ti pelos teus defeitos, pelas tuas qualidades, pelas tuas manias. E consegui. Quando tava contigo não te comparava com ninguém, é como se eu nunca tivesse conhecido outra pessoa, a partir desse momento era um novo eu. Um novo eu que desejava ser feliz e tava entrando de cabeça em busca dessa felicidade.
Acho exagero falar que nunca fui tão feliz desse jeito. Agora só basta eu te dizer que sou feliz contigo. Do jeito errado que eu sou, do jeito grosso e arrogante que você é, eu sou feliz. Mesmo brigando por besteira, mesmo você me falando que eu to errada de uma maneira não tão calma. Eu sou feliz contigo não só nas horas felizes, nas risadas, nos beijos e abraços. Eu sou feliz contigo principalmente nas horas em que eu te faço pensar e você também me faz pensar duas, três vezes se a gente vai dar certo juntos.
Não quero fazer planos, porque eu tenho medo deles também. Mas eu tenho certeza que eu quero ficar contigo por muito tempo. Não brigando, como estamos fazendo com muita frequencia, mas sorrindo sempre. Eu sei que não é facil me aturar, eu sou complicada demais (em todos os sentidos) mas eu te amo muito a ponto de te ouvir quando você não gosta de alguma coisa, e mesmo sem parecer, tentar mudar aquilo.
Você não faz ideia de como é bom te ver chegando aqui em casa mesmo cansado, você não faz ideia do quanto eu sinto falta de ti quando você ta trabalhando. Eu amo o teu jeito, o teu sorriso, a maneira como você tira o cabelo do meu rosto, o carinho que você me da antes de um beijo. Sou dramatica demais, mas eu amo o jeito de você passar por cima disso com a mesma facilidade que faz eu me derreter todinha por sua causa e assim não ficar mais com raiva de ti. Eu amo quando você tenta me imitar no drama, e acaba conseguindo ser mais dramático que eu. Sou completamente apaixonada pelo seu olhar quando quer carinho, ou quando ta cansado. Mas eu amo também a forma como você me olha quando não gosta de alguma coisa.
Sou ciumenta demais e isso ta atrapalhando a gente, eu sei. Eu mesma to afastando nós dois, e não é isso que eu quero. Nunca quis, mesmo não parecendo. Eu tento mudar, como já falei, mas é complicado demais. Eu não quero te perder por um erro meu, e nem por motivo algum. Sou possessiva demais e por isso te quero só pra mim. Não ta certo, eu sei bem disso.
Eu só quero que saibas que mesmo com todos esses meus defeitos, eu te amo muito e quero ficar contigo, só contigo. Não quero mais te magoar desse jeito, não quero que cresça uma distancia entre a gente e muito menos que o desejo de estar comigo passe. Vou tentar mudar, prometo.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Carta para o Coração




Sistema Digestivo, 18 de janeiro de 2011.

Querido e frágil Coração,

Tento entendê-lo, mas não consigo. Tento ser forte assim como na maioria dos casos você é, mas tudo o que eu faço é em vão. Sei que nem sempre a culpa é sua, acredito que a culpa toda seja do Cérebro, esse estúpido que nunca ouve o que nós todos falamos. Sempre se achou o mais inteligente de todos, mas no final não era nada disso.

Outro culpado é o Sr. Esôfago. Entendo que ele tem a função de levar os alimentos até o primo dele, o Estômago, mas ele não precisa fazer com quem alguns alimentos se tornem preferidos só porque foi certa pessoa que nos deu de presente. A culpa não é sua, Coração, de sentir algo diferente por estar comendo um chocolate que nos foi dado.

Também não precisa se culpar pelas sensações estranhas que nós sentimos algumas vezes. O verdadeiro culpado disso é o Fígado, o mais frágil e bobo-apaixonado órgão. Sempre que sentimos desejo por alguém ou quando esse alguém vai embora e queremos nos “matar”, a culpa é do armazenamento de hormônio que ele faz.

Bom, só vim te falar mesmo o quanto eu admiro você. Mesmo depois de tantas e tantas desavenças você continua sempre ai, firme e forte (não tão forte assim, claro). Mas de qualquer forma torço para que sempre haja alguma maneira de se reerguer, como aconteceu agora. E não se culpe por bobagens feitas, somos apenas simples peças desse enorme quebra-cabeça que se chama ‘corpo humano’.

Do seu amigo distante,

Pâncreas.

____

Não sei direito se gostei dessa carta, mas enfim, podem ter a liberdade de dizer se não gostarem. Quanto ao texto anterior ainda não sei se farei uma continuação, mas é bem provável que não. Gosto quando deixo o final assim, para cada um decidir o que acontecerá.

1° lugar no Bloínquês, com a nota 10 *---* Fiquei tão feliz quando vi isso.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Carta para o viajante do tempo

Faz muito tempo desde o ultimo dia em que nos vimos, eu sei. Culpa minha, talvez. Lembro do quanto nós nos divertíamos, e corríamos e brincávamos. Lembro que aprendi muitas coisas contigo. Você me fazia muito feliz, não tenho como negar isso. Sei que se não fosse por você eu não teria passado de ano, agradeço muito pelas horas de paciência me ensinando matemática.

Outro dia eu tava lembrando de quando nós íamos correr na fazenda, e depois pulávamos nos rios que tinham por lá. Éramos muito felizes, seriamos até hoje se eu não tivesse feito a besteira de me apaixonar por ti. Não me arrependo, não foi isso que eu disse. Apenas acho que não deveria ter mandado você ir embora, depois que descobri isso.

É, foi culpa minha nós dois termos nos separado. Sei que era muito criança ainda pra saber o que é o amor, mas eu não conseguia ver a minha vida sem você fazendo as palhaçadas de sempre do meu lado. Você, mais do que outra pessoa sabe que todos me chamavam de louca, e talvez eu fosse mesmo. Alguém que se apaixona pelo amigo imaginário não pode ser muito normal, não é mesmo?!

Bom, só to escrevendo essa carta porque lembrei de nós dois brincando aqui nesse balanço. E bateu saudade. Uma saudade enorme, pra falar a verdade. Queria poder ver você de novo, conseguir te abraçar bem forte e rir tudo o que nós conseguíamos. Mas eu sei que isso é impossível agora. Devia ter ouvido você no dia em que disse pra eu não te mandar ir embora, agora sei bem que você não voltará mesmo.

Mas obrigada por tudo. E se algum dia passar por aqui, vê se para e me deixa um bilhete. Como nós sempre fazíamos (escrevíamos um para o outro na areia). Sinto sua falta.

Sua melhor amiga.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

"- Quer namorar comigo?”

Oi amor,

Não parei de pensar nas tuas palavras essa noite. Com dificuldade peguei no sono, mas mesmo assim você não saiu do meu pensamento. “Quer namorar comigo?” Achei que não ficaria balançada com uma proposta dessas, achei que não iria acontecer assim tão rápido. Tínhamos acabado de nos conhecer, não imaginei que gostasses tanto assim de mim. Provavelmente a culpa é minha, medo de gostar de alguém de novo, medo de sofrer como já sofri.

Te falei isso, eu sei. Você tentou me explicar e me fez entender que a melhor forma de recomeçar é acreditar que voltará a ser feliz. E eu confiei em você. Eu acreditei que você me faria feliz. Hoje, lembrando desse dia, eu percebi que você tava certo. Tinha chegado a hora de eu recomeçar, tinha chegado a hora de eu dizer adeus a um coração acabado, tinha chegado a hora de parar de tentar remendá-lo e chegou a hora de comprar um novo.

Sei que aquele teu pedido foi a melhor coisa que me aconteceu, sei que ter confiado em ti não foi um erro. Independente de quanto tempo passou pra isso acontecer, eu gosto de ti. Gosto de ti a ponto de querer recomeçar tudo do zero. Gosto tanto de ti a ponto de voltar a sonhar com um futuro perfeito e brilhante. Sei que deveria pensar só no agora, no nosso presente, mas não consigo. Sou assim, me desculpa.

Sou sonhadora desse jeito. Sou mimada, egocêntrica, ciumenta, possessiva, e todas as mais coisas horríveis que existem em uma pessoa. Eu carrego tudo isso comigo. E agora levo você aqui dentro. Levo você com esse sorriso lindo, e com esse jeitinho que fez eu te amar. É, eu te amo. Eu tenho medo de te perder todos os dias, eu tenho medo de ter que recomeçar mais uma vez com uma outra pessoa.

Posso até parecer uma boba apaixonada agora, mas esse teu pedido me fez entender que nem sempre a vida segue como nós imaginamos. Um dia eu achei que minha vida tinha acabado, mas assim como uma fênix renasce das cinzas, você me fez querer começar uma vida nova – ao seu lado.

Eu quero você, eu gosto de você, eu amo você.

Sua Namorada


18ª Edição de Cartas - Bloínquês

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

One last time

De dentro do meu coração, em um futuro próximo com um passado não muito distante.

Talvez essa seja mais uma daquelas intermináveis cartas que eu sempre escrevo pra você. Talvez quando você abrir o envelope e olhar essa folha de papel meio amassada, imagine mais ou menos tudo o que eu escrevi aqui. Mas você está errado pensando assim. Pela primeira e única vez, acho, eu escrevo pra você sem medo de falar algo do que você não goste. Pela primeira vez não estou pensando em como seria bom ter você aqui do meu lado, e nem lembrando o quanto a saudade por ti dói.

Não sei direito o que aconteceu comigo. Acordei pra uma realidade muito diferente daquela que nós dois vivíamos. De sonhos intermináveis e fantasias perfeitas. Te chamei de amor da minha vida, e não me arrependo disso. Você foi sim, como foi também o meu príncipe mais perfeito. Não vou negar que sinto a sua falta, todos sabem disso...

Mas agora você se foi pra algum lugar onde não posso te trazer de volta. E pra falar a verdade, meu doce príncipe, acho que é melhor te deixar nesse lugar. Aí onde você está não tem tanta turbulência e nem perigo de alguém se machucar. Espero que tudo fique bem. Penso em você todos os dias sim, torço pra que tudo dê certo e pra que você seja muito feliz.

Sempre te disse que pra eu ser feliz, você teria que estar feliz também... lembra? É assim mesmo, como o ‘se você pular, eu pulo’. Nossas vidas continuam interligadas, querendo ou não. Você me fez feliz, você me fez sorrir e esteve sempre comigo (mesmo de longe). Você ainda continua por aqui, eu sei, eu sinto. Mas eu não consigo saber qual o lugar certo.

Se algum dia você encontrar algum caminho pra chegar até aqui, vêm. Vou te esperar na porta com um sorriso enorme no rosto, e com toda certeza, com os braços abertos pra te dar aquele nosso tão sonhado abraço. E dizer o quanto foi bom ter te conhecido um dia. Mas por enquanto faz só uma coisa pra mim: se cuida e não esquece que do outro lado do país tem alguém que nunca te esquecerá.

Aquela sua Rainha.