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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Um Homem de Sorte - Trecho do livro

Olá meninas, to me planejando pra voltar com tudo e definitivamente pra cá. Pra isso, programei uma série de posts relacionados ao que eu sou apaixonada: Livros. Hoje vou colocar alguns trechos do livro que estou lendo, Um homem de sorte do Nicholas Sparks. Já vi o filme e estou adorando o livro. Se ainda não leram e nem viram corram que vale a pena.

"Tinha atravessado o país à procura de uma mulher que só conhecia por meio de uma fotografia, e acabou lentamente, mas definitivamente, apaixonando-se por essa mulher real, vulnerável, bonita, que o fazia sentir-se vivo de uma forma que não sentia desde a guerra. Não entendia inteiramente a situação, mas nunca tivera tanta certeza de um fato na vida."

"Rolou na cama por um bom tempo, sem conseguir dormir, imaginando se, talvez, apenas talvez, ele também estaria acordado, pensando nela."

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Carta de um eterno apaixonado

7 de julho

Bom dia!

Antes de me levantar, meus pensamentos se apressam a ti, meu amor imortal! Ora alegre, ora triste, esperando do destino que nos ouça. Só posso viver ou completamente contigo, ou de nenhum outro modo. Sim, estou firmemente decidido a errar ao longe até que eu possa voar para teus braços e sentir que eles são meu lar, e mandar minha alma junto com a tua ao reino dos espíritos. Ai!Tem de ser assim! Tomarás coragem porque sabes que sou fiel a ti. Nunca outra mulher terá o meu coração. Nunca, nunca! Oh meu Deus! Porque me afastar de quem amo tanto? No entanto, minha existência em V. era tão miserável quanto aqui. O teu amor fez de mim ao mesmo tempo o mais feliz e o mais infeliz dos homens. Na minha idade, a vida requer alguma uniformidade e equilíbrio. Isso pode ser encontrado em nossa relação? Meu anjo! Ouvi que há correio todos os dias, e preciso parar por aqui para que possa receber esta carta em breve. Fica tranqüila! Somente contemplando a nossa vida com calma alcançaremos o objetivo de vivermos juntos. Fica tranqüila! Continua me amando, hoje, ontem! Quanta saudade e quantas lágrimas pensando em ti! Em ti! Em ti! Minha vida! Meu tudo! Adeus! Ah! Queria-me sempre! Não duvides nunca do coração constante do teu querido.

L.

sempre teu

sempre minha

sempre um do outro




Carta de Ludwig van Beethoven, retirada do livro 50 cartas de amor de todos os tempos.

domingo, 30 de maio de 2010

Romeu e Julieta


(...) Julieta – Romeu, Romeu! Ah! Porque és tu Romeu? Renega o pai, despoja-te do nome; ou então, se não quiseres, jura ao menos que amor me tens, porque uma Capuleto deixarei de ser logo.


Romeu (à parte) – Continuo ouvindo-a mais um pouco, ou lhe respondo?


Julieta – Meu inimigo é apenas o teu nome. Continuarias sendo o que és, se acaso Montecchio tu não fosses. Que é Montecchio? Não será mão, nem pé, nem braço ou rosto, nem parte alguma que pertença ao corpo. Sê outro nome. Que há num simples nome? O que chamamos rosa, sob uma outra designação teria o mesmo perfume. Assim Romeu, se não tivesse o nome de Romeu, conservara a tão preciosa perfeição que dele é sem esse titulo. Romeu, risca teu nome, e, em troca dele que não é parte alguma de ti mesmo, fica comigo inteira.


Romeu – Sim, aceito tua palavra. Dá-me o nome apenas de amor, que ficarei rebatizado. De agora em diante não serei Romeu.


Julieta – Quem és tu, que encoberto pela noite, entras em meu segredo?


Romeu – Por um nome não sei dizer-te quem eu seja. Meu nome, cara santa, me é odioso, por ser teu inimigo; se o tivesse diante de mim, escrito, eu o rasgaria.


Julieta – Minhas orelhas ainda não beberam cem palavras sequer de tua boca, mas reconheço o tom. Não és Romeu, um dos Montecchios?


Romeu – Não, bela menina; nem um nem outro, se isso te desgosta.


Julieta – Dize-me como entraste e porque vieste. Muito alto é o muro do jardim, difícil de escalar, sendo o ponto a própria morte – se quem és atendermos – caso fosse encontrado por um dos meus parentes.


Romeu – Do amor as lestes asas me fizeram transvoar o muro, pois barreira alguma conseguirá deter tudo o que o amor realiza. Teus parentes, assim, não poderiam desviar-me do propósito. (...)


___

Trecho de um dos romances mais perfeitos que existem *-* E bom, acho melhor eu parar de ler Shakespeare, porque já tava escrevendo daquele jeito. Enfim, vou passar o mais rápido numa livraria pra comprar (: É lindo demais.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Cativar significa criar laços


(...) - Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens também. E isso me incomoda um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me chamarão para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembrei de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...

A raposa calou-se e observou por muito tempo o príncipe:

- Por favor... cativa-me! – disse a raposa.

- Eu até gostaria – disse o principezinho – mas não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.

- A gente só conhece bem as coisas que cativou – disse a raposa. – Os homens não têm muito tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!

- Que é preciso fazer? – perguntou o príncipe.

- É preciso ser paciente – respondeu a raposa. – tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás um pouco mais perto...

No dia seguinte o príncipe voltou.

- Teria sido melhor se voltasses à mesma hora. – disse a raposa. – Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz! Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar meu coração... É preciso que haja um ritual. (...)



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Um dos livros mais lindos que eu já li. O Pequeno Príncipe feito pra todas as idades. Um verdadeiro manual pra vida. Se você tiver um tempinho sobrando por ai, leia também. Vale muito à pena. (:

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

- DPL: Depressão Pós Livro (fato)



Nossa, nem sei como explicar o que eu realmente to sentindo agora. Eu preciso desabafar, e não vejo um jeito melhor de fazer isso do que escrever aqui (já que ele não ta online).. Bom, a mais ou menos 4 anos - ou melhor - 4 maravilhosos anos, eu tenho acompanhado a série O diário da Princesa com regularidade. E como muitas garotas, aprendi muitas coisas com ela. E hoje eu me dei conta que acabou. :( Acabou mesmo. Depois de longos e perfeitos 10 livros, acabou. Mas e agora? Não vou mais ter quem chingar dizendo que é idiota, ou então chorar pelo que o (perfeito) Michael fez pra ela... Agora sim, posso dizer que estou com depressão pós livro. Não sei ao certo o porque, tudo terminou bem, tudo tinha que terminar bem mesmo. Só que não dá pra simplesmente aceitar o fato de ter acabado. Eu sei que quando tava lendo o 7 ou 8 livro, eu meio que me perguntei porque ainda lia aquilo tudo.. Só que como é possivel depois de uma vida toda simplesmente acabar? :( Hoje eu vejo como é dificil dizer adeus. Mas é isso que tem que ser feito. Dizer adeus a PDG. Mas é o adeus mais dificil (e sem noção também) que um dia eu darei. Eu não quero me despedir da Mia, ou da Lilly, ou do Michael, ou da Tina, ou da Lana, ou do Boris, ou Grandmeré... Enfim, não quero e não posso dizer ADEUS A PDG. Talvez chocolate, sorvete, e tudo que engorda va me fazer bem agora. Mas essa depressão é a pior que um dia eu possa vir a ter. Eu sei que nada mais eu posso fazer, nem mesmo conseguirei fazer algo para mudar essa situação. E conhecer a Mia foi a coisa mais impressionante que eu já fiz em toda a minha vida. E não é besteira isso não. Foi com ela que eu aprendi a amar os livros. Devo tudo isso a Meg. Que foi brilhante ao criar essa pequena criatura que me deixou tão feliz ao longo desses 4 anos. Obrigada por tudo Meg Cabot. E é claro que eu nunca vou esquecer a pessoinha que me apresentou elas. E eu lembro como se fosse hoje, nós duas sempre inseparáveis, sentadas ai, esperando os pais chegarem, e ela lendo o livro. Aquele de capa rosa bebê com uma tiara *-* E foi naquele dia, Marcela, que eu realmente vi o verdadeiro significado que tem ler um livro. Obrigada amiga.


Mandy




P.s.: Obrigada pelo selinho Milena, no próximo post prometo que coloco ele aqui. :)

domingo, 20 de setembro de 2009

- Perfeito, só uma palavra pra definir

"Ai amanhã, pensei, eu parto para a Europa num avião com papai e Grandmeré, que ainda não estão se falando (e já que eu também não estou falando com Grandmeré, será um vôo realmente muito divertido), e quando eu voltar, conhecendo a minha sorte, Michael e Judith estarão noivos.

Era isso que eu estava pensando ali sentada no exato segundo em que a tela na minha frente piscou. Isso, e, sabe, não estou realmente no espirito de ver nenhum dos meus professores em roupas engraçadas.

Só que, quando parou de piscar, não foi isso que eu vi. O que eu vi em vez disso foi um castelo.

Sério. Era um castelo, tipo saído dos Cavaleiros da Távola Redonda, ou A bela e a fera, ou o que seja. A imagem deu um zoom até que estivéssemos sobre os muros do castelo e dentro do pátio, ondehavia um jardim. E, no jardim, grandes e gordas rosas vermelhas estavam florindo. Algumas rosas haviam perdido suas pétalas e dava para vê-las caídas no chão do pátio. Era realmente, realmente bonito, e eu fiquei tipo, Ei, isso é mais maneiro do que eu achei que seria.

E eu esqueci que estava sentada ali em frente a um monitor de computador no Carnaval e Inverno, com umas duas dúzias de pessoas em torno de mim. Eu comecei a sentir como se eu estivesse realemente dentro daquele jardim.

Então aquela bandeira acenou na tela, em frente às rosas, como se estivesse flutuando no vento. A bandeira tinha algumas palavras escritas em letras douradas. Quando ela parou de oscilar, eu pude ler o que as palavras diziam:

Rosas são vermelhas
Violetas são azuis
Você pode não saber
Mas eu também amo você

Eu berrei e pulei para fora da cadeira, derrubando-a atras de mim.

Todo mundo começou a rir. Acho que eles pensaram que eu tivesse visto a diretora Gupta em seu traje de couro.

Só Michael sabia que eu não tinha visto isso.

E Michael não estava rindo.

Só que eu não podia olhar para Michael. Eu não podia olhar para lugar nenhum, na verdade, exceto para meus próprios pés. Porque eu não conseguia acreditar no que acabara de acontecer. Quer dizer, eu não conseguia processar aquilo no meu cérebro. O que aquilo queria dizer? Queria dizer que Michael sabia que era eu quem estava mandando aqueles bilhetes para ele, e que sentia o mesmo? "


Trechos do livro: A Princesa Apaixonada de Meg Cabot. Página 226,227 e 228